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terça-feira, 14 de julho de 2020

Mourão defende aproximação do governo com partidos de centro

Vice-presidente também comentou sobre reformas prioritárias

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou como um avanço a aproximação recente do governo com o partidos de centro no Congresso Nacional, que podem garantir a construção de uma base legislativa para aprovação de projetos de interesse do Executivo.

“O presidente [Bolsonaro] já compreendeu, desde há algum tempo, que em qualquer presidencialismo você precisa ter uma base dentro do Congresso. Se não tiver uma base, você dificilmente consegue aprovar aquilo que são seus projetos mais importantes. A aproximação com os partidos de centro, que são, vamos dizer, a base do equilíbrio de poder dentro do Legislativo, é uma aproximação que eu considero sadia, correta e a partir daí começou-se a melhorar esse relacionamento, que tinha se deteriorado um pouco em meio à pandemia, que foi muito politizada“, disse Mourão, durante um debate virtual transmitido pela Genial Investimentos nas redes sociais.

O vice-presidente também defendeu a retomada do debate sobre a recriação de uma nova CPMF, que seria um imposto sobre transações financeiras. O tema enfrenta resistência do presidente Jair Bolsonaro.

“Eu acho que tem que ser discutido. O presidente é contra, ele não quer jogar esse assunto na mesa por causa da memória antiga da CPMF, mas a gente sabe que o nosso sistema tributário é complicado. Mais cedo ou mais tarde, essa discussão vai ter que ser colocada na mesa“, afirmou.

Mourão também citou que a reforma administrativa está pronta para ser encaminhada ao Congresso, mas que só deve ser apresentada após a volta dos trabalhos presenciais no Legislativo. A medida, elaborada pelo Ministério da Economia, pretende alterar os direitos dos futuros servidores federais, e inclui a revisão dos salários iniciais, a redução no número de carreiras e o aumento no prazo para o servidor atingir a estabilidade.

“O Congresso está se reunindo de forma virtual e ela é uma reforma que precisa de uma discussão bem encorpada. Acho qe ela só deve ser reapresentada na hora que o Legislativo voltar a trabalhar de forma presencial“, afirmou o vice-presidente.

Informações: Agência Brasil
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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Instituição Fiscal do Senado estima redução do pico da dívida pública

Relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado, prevê queda no pico da dívida pública.

Na projeção anterior, divulgada em maio, a instituição previa para 2025 o pico da dívida, que ficaria em 85,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos. Agora, com algumas medidas já em curso, o ponto mais alto da dívida está projetado para 2024, em 80,7% do PIB.

“Isso tem a ver com as devoluções do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], com o crescimento econômico um pouco maior projetado, a evolução das receitas”, explicou Felipe Salto, diretor-executivo do IFI. Segundo o relatório, o BNDES deve devolver ao Tesouro Nacional R$ 124,76 bilhões até o fim do exercício de 2019.

PECs do governo
Salto também citou a importância de se discutir e avançar no trâmite das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) apresentadas pelo governo federal no início de novembro.

“O ajuste fiscal ainda é muito necessário. No cenário base [cenário considerado pelo relatório o mais provável de ocorrer] a gente contempla um ajuste com despesa de pessoal, por exemplo, que vai depender de medida adicionais, como a aprovação das PECs. Elas têm uma relevância muito grande nesse quadro”, defendeu o diretor.

Felipe Salto se refere a três PECs: a chamada PEC do Novo Pacto Federativo, a PEC da Emergência Fiscal e a PEC dos Fundos Públicos. Para o diretor-executivo do IFI, os projetos precisam ser discutidos com profundidade durante a tramitação. Para ele, as propostas apresentam contradições.

“Precisa discutir os pontos polêmicos que remanescem. As PECs têm contradições entre si. A PEC dos Fundos Públicos não produz o efeito fiscal que está sendo alardeado e a PEC da Emergência Fiscal ainda tem uma confusão, que é atrelar o ajuste de longo prazo a uma regra falida, que é a regra de ouro”.

A regra de ouro determina que o governo não pode se endividar para financiar gastos correntes (como a manutenção da máquina pública), apenas para despesas de capital (como investimento e amortização da dívida pública) ou para refinanciar a dívida pública.

Com informações, Agência Brasil
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Governo libera R$ 16,8 bi em despesas orçamentárias para 2019

O valor liberado supera o montante que ainda estava contingenciado para garantir o cumprimento da meta fiscal do ano, de R$ 14 bi

O secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O governo autorizou nesta terça-feira a ampliação de 16,768 bilhões de reais das despesas do Orçamento de 2019 em relatório extemporâneo de avaliação de receitas e despesas, que incorporou a arrecadação adicional que ocorrerá com o leilão do excedente da cessão onerosa de petróleo.

O valor liberado, segundo o Ministério da Economia, supera o montante que ainda estava contingenciado para garantir o cumprimento da meta fiscal do ano, de 14 bilhões de reais.

O detalhamento dos valores que serão autorizados em despesas para cada ministério será feito na próxima semana, segundo o relatório.

Mais cedo, o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, havia afirmado que a arrecadação do governo com o leilão de excedente da cessão onerosa, na semana passada, permitiria um descontingenciamento orçamentário “substancial”.

Segundo Waldery, o valor do Orçamento ainda bloqueado, de 14 bilhões de reais, “pode zerar”.

O Tesouro receberá um valor líquido de 23,7 bilhões de reais com o leilão, após pagamento à Petrobras e compartilhamento de parte dos recursos com Estados e municípios.

Waldery reiterou que o déficit primário deve ficar em torno de 80 bihões de reais este ano. Para 2020, segundo o secretário, o governo não vai alterar a meta de déficit de 124 bilhões de reais prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas pretende trabalhar por um resultado melhor do que o de 2019.

(Por Gabriel Ponte, texto de Isabel Versiani)
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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Leilão do pré-sal pode arrecadar hoje R$ 106,5 bilhões

Rodada de licitações é considerada a maior da história

Considerado o maior leilão do setor de petróleo e gás da história, a Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa será realizada hoje (6/11) no Rio de Janeiro, a partir das 10h, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa do governo federal e da agência reguladora é que o leilão possa arrecadar até R$ 106,56 bilhões em bônus de assinatura, que serão repartidos entre a Petrobras, a União, estados e municípios.

Foram habilitadas a participar 14 empresas privadas e estatais, incluindo a Petrobras, que devem formar consórcios e apresentar propostas para produzir petróleo e gás a partir de reservas excedentes de quatro blocos do pré-sal, que já estavam cedidos à Petrobras na Bacia de Santos, por meio do Contrato de Cessão Onerosa.

O bônus de assinatura é o valor pago pelas empresas à União para firmar os contratos. No caso dos leilões do pré-sal, o valor a ser pago é fixo, já que os contratos seguem as regras do Regime de Partilha. Nesses leilões, o critério de avaliação das propostas é o excedente em óleo, também chamado de óleo-lucro. Isso significa que as empresas se comprometem a dividir com o Estado brasileiro uma parte do que for extraído dos blocos, e esse percentual é calculado apenas depois de serem descontados os custos de operação e royalties. A proposta vencedora será aquela em que a União terá a maior participação.

No leilão de hoje, as empresas devem oferecer à União fatias iguais ou superiores aos seguintes percentuais mínimos de óleo-lucro: 26,23% no bloco de Atapu, 23,24% no de Búzios, 18,15% no de Itapu e 27,88% no de Sépia.

Se as quatro áreas oferecidas forem arrematadas, a rodada terá uma arrecadação de bônus de assinatura mais que 11 vezes maior que os R$ 8,9 bilhões obtidos na 16ª Rodada de Concessão, realizada no mês passado. A ANP também compara que o valor supera os R$ 60 bilhões arrecadados com o bônus de assinatura de todos os leilões já feitos desde a fundação da agência reguladora.

Os quatro blocos disponíveis no leilão são Atapu, Búzios, ltapu e Sépia, que estão no polígono do pré-sal, na Bacia de Santos, em uma área que faz parte do litoral do Rio de Janeiro. Essas áreas foram cedidas à Petrobras em 2010, por meio do Contrato de Cessão Onerosa, assinado com a União. Para ter o direito de extrair até 5 bilhões de barris de óleo equivalente nessas reservas por 40 anos, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões ao governo, porém foram descobertas reservas ainda maiores nas áreas. Por causa disso, o leilão é chamado de Rodada de Licitações dos Excedentes da Cessão Onerosa – o que será leiloado é o direito de extrair as quantidades que excedem esse limite de 5 bilhões reservado para a Petrobras.

Preferência
Os investimentos feitos nas áreas da cessão onerosa desde 2010 permitiram estimar que as reservas ali presentes podem exceder em até três vezes esses 5 bilhões de barris previstos inicialmente, chegando a 15 bilhões de barris de óleo equivalente. A definição do que fazer com essa reserva excedente dependia da discussão de um aditivo de contrato à Petrobras, já que a estatal pediu um ajuste em 2013 devido à desvalorização do preço do barril de petróleo, parâmetro que foi utilizado para calcular os mais de R$ 70 bilhões pagos pela cessão onerosa em 2010. Além disso, também estava em discussão o ressarcimento à Petrobras de parte dos gastos com pesquisa e desenvolvimento na área, já que esses investimentos beneficiarão os futuros licitantes.

Após anos de negociação, o impasse foi resolvido com um acordo assinado em abril deste ano. Foi definido que a Petrobras receberia US$ 9,058 bilhões, o que abriu caminho para a realização do leilão, no qual a estatal também garantiu o direito de participar. A empresa manifestou preferência por duas áreas, Itapu e Búzios, que têm a maior reserva de petróleo já encontrada no Brasil, e, por isso, prevê um bônus de assinatura de R$ 68,194 bilhões. Para isso, a Petrobras já informou que pretende usar os US$ 9 bilhões recebidos (cerca de R$ 34 bilhões) no próprio leilão.

A legislação brasileira prevê que quando são leiloados blocos do pré-sal, a Petrobras tem o direito de exercer preferência. Quando se manifesta nesse sentido, a estatal brasileira deve ser incluída no consórcio vencedor, com participação mínima de 30%.

Na prática, a manifestação da Petrobras significa que já há interessados por dois blocos. Com isso, a arrecadação em bônus de assinatura chegaria perto dos R$ 70 bilhões, já que o bloco de Itapu prevê bônus mínimo de R$ 1,766 bilhão. O valor total de bônus de assinatura do leilão atinge R$ 106,56 bilhões com os blocos de Sépia (R$ 22,859 bilhões) e Atapu (R$ 13,742 bilhões).

Além de prever grandes reservas, os contratos do leilão da cessão onerosa têm valores altos porque envolvem menos riscos. Os contratos convencionais preveem inclusive a possibilidade de não encontrar reservas, que, nesse caso, já estão confirmadas.

Gigantes do setor
Montantes tão elevados de reservas e investimentos atraíram algumas das maiores empresas petrolíferas do mundo para o leilão, que teve 14 companhias habilitadas a participar. Integram a lista empresas privadas e estatais: a BP Energy do Brasil Ltda. (Reino Unido), a Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda. (Estados Unidos), a CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (China), a CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (China), Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda. (Colômbia), a Equinor Brasil Energia Ltda. (Noruega), a ExxonMobil Exploração Brasil Ltda (Estados Unidos), Petrogal Brasil S.A (Portugal), a Petrobras (Brasil), a Petronas Petróleo Brasil Ltda. (Malásia), a QPI Brasil Petróleo Ltda. (Catar), a Shell Brasil Petróleo Ltda. (Países Baixos e Reino Unido), a Total E&P do Brasil Ltda. (França) e a Wintershall DEA do Brasil Exploração e Produção Ltda (Alemanha). Apesar de habilitadas, as empresas podem decidir não apresentar propostas durante o leilão.

O prazo para o pagamento do bônus de assinatura vai depender de quanto os lances vencedores vão superar o percentual mínimo de óleo-lucro definido para o leilão. Essa diferença é chamada ágio e, se for menor que 5%, o pagamento deve ser feito até 27 de dezembro de 2019.

Caso o ágio supere 5%, os vencedores deverão pagar 75% do bônus até 27 de dezembro, no caso de Itapu e Búzios, e 50%, no caso de Sépia e Atapu. Se isso ocorrer, o restante do bônus deverá ser quitado até 26 de junho de 2020.

A divisão desse dinheiro entre as unidades da Federação e municípios foi definida em discussão no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. Dos R$ 106,56 bilhões, R$ 34,6 bilhões ficarão com a Petrobras em razão do aditivo pactuado com a União. Do restante, 67% serão da União, 15% ficarão com estados, 15% com os municípios e 3% com o Rio de Janeiro, estado produtor.

A ANP prevê que quando todas as unidades de produção estiverem instaladas nas áreas licitadas, a arrecadação anual deverá ser de pelo menos R$ 43,4 bilhões e poderá atingir R$ 79,2 bilhões.

6ª Rodada de Partilha
Amanhã (7), a ANP realizará mais um leilão para permitir a exploração e produção de petróleo e gás na camada pré-sal. Será a a 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção, que oferecerá os blocos de  Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário, na Bacia de Santos. Também será leiloado o bloco Norte de Brava, o único da lista que fica no pré-sal da Bacia de Campos.

O bônus de assinatura total do leilão será de R$ 7,850 bilhões e, assim como no certame de hoje, as empresas inscritas vão disputar por meio de lances com percentuais de excedente de óleo a serem partilhados com a União.

Ao todo, 17 companhias foram habilitadas para participar do leilão, incluindo empresas estatais e privadas estrangeiras e as brasileiras Petrobras e Enauta Energia.
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‘Partido dos Traficantes’: Conselho de Ética da Câmara aquiva representação do PT contra Carlos Jordy

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu arquivar representação do Partido dos Trabalhadores contra o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ).
Parlamentares alegavam “quebra de decoro parlamentar” depois que Jordy chamou o PT de “Partido dos Traficantes”.
O episódio ocorreu no dia 27 de agosto. Na ocasião, Jordy disse que não dava para ficar ouvindo “tanta hipocrisia do PT em determinadas questões”:
“Primeiro, acusar o presidente de sexista, de misógino no episódio que apenas curtiu uma postagem em que se falava que Michelle era mais bonita que a esposa do Macron” (…) “Segundo, falar da associação de Bolsonaro com as milícias. Eles é que têm de explicar o diálogo cabuloso entre o PT e o PCC. PT não é Partido dos Trabalhados, é Partido dos Traficantes”, enfatizou.
Para Jordy, o arquivamento desta denúncia é a justiça sendo feita. “O PT é o partido que mais acusa de forma leviana seus adversários e o Governo. A denúncia foi uma tentativa de censura para que eles continuem a ofender, difamar e caluniar sem ter respostas à altura de toda podridão na qual eles vivem mergulhados. O PT tem sim ligações íntimas com facções criminosas, com as FARC e narcoditadores como Maduro. Não podem censurar a verdade!”, afirmou.
Fonte: Terça Livre
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Bolsonaro diz que não vai prorrogar intervenção federal no Rio

O presidente eleito, Jair Bolsonaro disse hoje (30) que não vai prorrogar a intervenção federal no Rio de Janeiro. “Eu assumindo, não a prorrogarei”, enfatizou após participar da formatura de sargentos da Aeronáutica em Guaratinguetá, interior paulista. Bolsonaro disse que só permitirá que forças federais continuem a atuar na segurança pública se houver garantias que dificultem que esses agentes sejam processados por mortes em ações.

Conforme o decreto em vigor, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro deverá se encerrar em dezembro. Uma eventual prorrogação dependeria de um novo decreto a ser assinado por Bolsonaro após sua posse.

“Eu quero uma retaguarda jurídica para as pessoas que fazem a segurança em nosso Brasil. Não posso admitir que os integrantes das Forças Armadas, da Polícia Federal, depois do cumprimento da missão respondam a um processo”, acrescentou ao dizer que só dará suporte federal dentro da previsão da Garantia da Lei e da Ordem com apreciação do Congresso Nacional.

Mais tarde, em uma entrevista a emissoras católicas na sede de Canção Nova, Bolsonaro detalhou o que pensa sobre o assunto. “O que é a retaguarda jurídica? É a certeza que o homem que tem uma arma à sua disposição, caso seja obrigado a utilizá-la, no final da missão ele tenha a paz e a tranquilidade que não será submetida a uma auditoria ou tribunal do juri”, disse ao ser perguntado sobre o tema.

O presidente eleito destacou que a segurança será um dos temas caros ao seu governo. “A segurança indo bem, o Brasil vai bem nos demais setores: economia, turismo, entre outros. E o que nós temos que fazer é uma legislação que iniba realmente as pessoas de cometer crime”, acrescentou.

Fonte: EBC
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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Forquilha: Prefeitura fará doação de 10 canoas para os pescadores

Durante a 16ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Forquilha/CE foi lido o PL número 20 de 03 de novembro de 2018 que dispõe sobre a doação de canoas para os pescadores de Forquilha como forma de incentivar e dignificar a profissão de pescadores de nossa cidade. Com essas doações a prefeitura procura incentivar a economia e melhorar a qualidade de vidas dos pescadores de nossa cidade.

Segundo a PL linda na câmara e já sancionada pelo prefeito Gerlásio Loiola serão doados um total de 10 canos para os pescadores, porem não são especificados que tipo de canoas serão doadas ou onde os pescadores faram a inscrição para concorrer.
  
Para se cadastrar no programa o pescador devera presentar os seguintes documento:

Documento de identificação pessoal; (Identidade)
Comprovante de endereço atualizado;
Declaração da DAP; (DAP de pescador)
Comprovante de inscrição no Cadastro Único onde conste como pescador;  

Atenção: 
Caso o número de inscritos seja mair que o número de canos acontecerá um sorteio aberto ao público. 

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Assessor de Trump terá reunião com Bolsonaro amanhã no Rio de Janeiro

Assessor de Trump vê ‘oportunidade histórica’ com eleição de Bolsonaro. John Bolton encontrará o presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira no Rio de Janeiro

Às vésperas de se reunir com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, classificou a vitória do político brasileiro como uma “oportunidade histórica” para as relações com o Brasil.

O encontro entre os dois está agendado, para esta quinta-feira (29/11), pela manhã. Bolton lembrou que o presidente norte-americano, Donald Trump, foi o primeiro líder estrangeiro a parabenizar Bolsonaro pela eleição.

“Meu encontro com o presidente eleito Bolsonaro é um resultado da ligação do presidente [Donald] Trump para parabenizá-lo na própria noite da eleição [em 28 de outubro]”, disse Bolton, em entrevista coletiva na Casa Branca.

“Eles [Trump e Bolsonaro] tiveram uma ligação telefônica realmente extraordinária, e acredito que desenvolveram uma relação pessoal, ainda que remotamente.”

Relações podem ter novo nível

Segundo Bolton, Trump e Bolsonaro podem levar a relação bilateral a um novo nível. “Encaramos como uma oportunidade histórica para que o Brasil e os Estados Unidos trabalhem juntos em uma série de áreas, como economia, segurança e outras.”

O assessor norte-americano afirmou também que deve ouvir “quais são as prioridades do presidente eleito, tentar responder a elas” e repassar as “opiniões do presidente Trump” para que, quando Bolsonaro chegar ao poder, em janeiro, “os dois líderes possam começar a trabalhar com parte do trabalho feito”.

Há, ainda, a expectativa de que Bolton e Bolsonaro conversem sobre uma possível estratégia regional sobre as crises na Venezuela e a relação com Cuba.

Os dois também debaterão “uma estratégia regional para lidar com a influência política e econômica da China” na América Latina, sobre a qual os Estados Unidos aumentaram as críticas.

De acordo com a Agência EFE, é possível também que ambos ainda mencionem possibilidades de expansão das relações de comércio, investimento e negócios entre EUA e Brasil, além de alternativas para aperfeiçoar a segurança energética regional.

Bolton incluiu o Rio de Janeiro na visita à América do Sul, uma vez que participa da Cúpula de Líderes do G20, em Buenos Aires, com a presença de Trump.

Fonte: ANVA
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Barroso vota para manter suspensão de decreto de indulto natalino

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso votou, há pouco, para manter sua decisão que suspendeu parte do decreto de indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer, no ano passado. O julgamento continua para tomada de votos de mais 10 ministros.

De acordo com o ministro, que é relator do caso, o texto do decreto inovou e previu a possibilidade de indulto para condenados que cumpriram um quinto da pena, incluindo crimes de corrupção e correlatos, além de indultar penas de multa.

Pelo voto de Barroso, o indulto só pode ser aplicado após o cumprimento de um terço da condenação. Condenados pelos crimes de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro  e associação criminosa em penas superiores a oito anos de prisão também não poderão ser beneficiados.

Para o ministro, o texto esvaziou o esforço da sociedade no combate à corrupção e criou um “facilitário sem precedentes” para aliviar as penas.

“Durante os quase 30 anos de vigência da Constituição de 1988, sempre se exigiu o cumprimento de pelo menos um terço da pena para se reconhecer o benefício do indulto. Além disso, sempre houve um limite máximo da condenação para que o condenado fosse beneficiado”, disse Barroso.

Em seu voto, o ministro também citou o caso da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Segundo Barroso, dos 23 condenados pelos crimes de corrupção, 13 foram beneficiados pelo indulto natalino em 2016 e ficaram presos menos de um ano.

A Corte julga nesta tarde a constitucionalidade do decreto de indulto a partir de uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em dezembro do ano passado, durante o recesso de fim de ano, a então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, atendeu a um pedido da PGR e suspendeu o decreto. Em seguida, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, restabeleceu parte do texto, mas retirando a possibilidade de benefícios para condenados por crimes de corrupção, como apenados na Operação Lava Jato.

Barroso considerou inconstitucionais as regras originais do decreto editado por Temer, que previa, por exemplo, a concessão do indulto mesmo a quem não pagou as multas previstas em suas penas, ou àqueles que tivessem cumprido somente 20% do tempo de prisão a qual foram condenados.

Fonte: EBC
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Bolsonaro anuncia titulares de mais três ministérios

 NOVO GOVERNO  Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) indicou mais três nomes para a Esplanada, que pode ter até 22 pastas no total. Ministério da Cultura foi extinto

Um mês depois da vitória nas urnas, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) fez ontem mais três indicações para ministérios, fechando 19 pastas até agora. No total, a Esplanada do novo governo deve ter até 22 ministérios, admitiu o pesselista ontem em entrevista coletiva. Hoje, são 29.

Caso se confirme, o número extrapola em sete os 15 prometidos pelo capitão da reserva durante a campanha eleitoral. Aos nomes já anunciados por Bolsonaro, juntaram-se Osmar Terra (MDB), que vai comandar o Ministério da Cidadania, fusão de outras pastas, entre as quais estão Cultura e Esportes; Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional).

Ex-ministro do Desenvolvimento Social de Michel Temer (MDB), Terra fez ontem mesmo sua primeira promessa: vai honrar o compromisso de Bolsonaro e pagar o 13º salário para beneficiários do programa Bolsa Família a partir do ano que vem.

Bolsonaro também falou sobre a possibilidade de criar um ministério das mulheres.

"Existe um pedido da bancada feminina. Vocês (mulheres) querem o vigésimo segundo ministério, das mulheres? A gente aumenta mais um?", questionou, se dirigindo aos jornalistas.

Bolsonaro disse que ainda não há definição sobre uma eventual pasta dedicada às mulheres. O coordenador da transição e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, interrompeu e disse que o ministério, na verdade, seria dos Direitos Humanos. "Um Direitos Humanos de verdade, não o que está aí que não tem qualquer eco junto à sociedade brasileira", afirmou Bolsonaro.

Onyx também ponderou que o número total de ministérios pode diminuir caso seja aprovada a autonomia do Banco Central. Disse que o status de ministério dado à Advocacia-Geral da União (AGU) poderá ser reavaliado no futuro.

Embora diga que não há definição, na terça-feira Bolsonaro afirmou que criaria um ministério voltado para a defesa das minorias. "Vai ter um ministério que vai envolver tudo isso aí: mulher, igualdade racial", disse.

Bolsonaro estuda o desenho dos ministérios e deve manter conversas para formalizar as indicações até a próxima semana. Ainda falta definir o comando do Meio Ambiente, Minas e Energia e possivelmente Direitos Humanos. Também é estudada a possibilidade de manter ou não o Trabalho com status de ministério.

Entre os indicados até agora, não há nenhum nome ligado à região Nordeste, onde Bolsonaro foi derrotado pelo então candidato à Presidência Fernando Haddad (PT). Nos nove estados da área, o militar não venceu em nenhum.

Deputado estadual eleito, André Fernandes (PSL) minimiza a falta de nordestinos entre os auxiliares de Bolsonaro. "O presidente disse que os ministérios não seriam uma forma de fazer política", respondeu. "Ele sempre deixou bem claro que seriam nomes técnicos."

NOMES JÁ DEFINIDOS

Esplanada do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL)

Ministérios, secretarias e bancos

Osmar Terra (Cidadania)

Marcelo Álvaro Antônio (Turismo)

Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional)

Ricardo Vélez Rodríguez (Educação)

André Luiz de Almeida Mendonça (Advocacia-Geral da União)

Tereza Cristina (Ministério da Agricultura)

Nabhan Garcia (Secretaria de Assuntos Fundiários, subordinada ao Ministério da Agricultura)

Rubem Novaes (Banco do Brasil)

Pedro Guimarães (Caixa Econômica)

Roberto Campos Neto (Banco Central)

Onyx Lorenzoni (Casa Civil)

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)

Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União)

Fernando Azevedo e Silva (Ministério da Defesa)

Paulo Guedes (Ministério da Economia)

Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)

Sergio Moro (Ministério da Justiça e Segurança Pública)

Ernesto Araújo (Ministério das Relações Exteriores)

Luiz Henrique Mandetta (Ministério da Saúde)

Gustavo Bebianno (Secretaria-geral da Presidência)
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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Bolsonaro tem sido fiel às propostas de campanha

Para analistas, presidente eleito tem negociado com bancadas e frentes parlamentares
Nesta quarta-feira (28), completa um mês do resultado das urnas no segundo turno das eleições. Nesse período, o presidente eleito Jair Bolsonaro já dá sinais de como será o seu governo. A rotina de encontros em Brasília, as reuniões no gabinete de transição e os anúncios de Bolsonaro pelo Twitter vão definindo o perfil do presidente nos próximos quatro anos.

Desde a vitória, Bolsonaro tem se mostrado imprevisível nas declarações e curto e direto ao responder às perguntas dos jornalistas. Também recuou várias vezes em relação a alguns anúncios e deu informações desencontradas sobre sua política econômica.

Em um mês, já foram anunciados dezesseis nomes para compor a montagem dos ministérios em seu governo. Durante a campanha, o candidato do PSL prometeu, reduzir de 29 para 15 os ministérios da Esplanada, mas já admitiu, ontem, que deve manter pelo menos 20 pastas.

Bolsonaro também havia anunciado a vontade de sair da ONU e do Acordo de Paris (de combate às mudanças climáticas) e descartado votar o projeto de Reforma da Previdência apresentado por Michel Temer no fim de 2016. Mas reviu todas as posições.

Apesar de idas e vindas nas decisões, Fábio Lobato, consultor de relações governamentais da Barral M Jorge Consultores Associados, avalia que nesse primeiro mês do governo de transição, Bolsonaro tem sido fiel ao que ele propôs na campanha presidencial que era evitar interferências políticas nas nomeações.

"O presidente eleito vem buscando se aproximar mais das bancadas e frentes parlamentares do que partidos. A gente consegue ver que tem uma presença marcante dos generais ocupando cargos altos e isso tem um perfil técnico, os generais já indicados tem familiaridade com os temas e tem um viés próprio do presidente que é ligado às Forças Armadas", disse Lobato.

Para o consultor, um dos grandes diferenciais do governo Bolsonaro apresentado nesse início de transição tem sido a aproximação com outros países visando ampliar o comércio brasileiro com o exterior. "Ele promete uma atuação diferente no Itamaraty em relação ao comércio externo, o novo chanceler Ernesto Araújo tem um viés ideológico diferente dos outros ministros e mostra uma ligação dele em querer estreitar os laços com os EUA e outros países".

Por outro lado, o analista político Alexandre Bandeira avalia que neste primeiro mês do governo de transição ainda não há uma clareza de como o presidente eleito irá agir a partir do próximo ano. Segundo Bandeira, Bolsonaro vem apresentando apenas um novo estilo de governar o Brasil.

"É um governo mais militarizado, mas isso não significa uma ditadura militar, é também legítimo e é um momento de transição. Ainda temos pouca noção do que ele irá priorizar de fato", disse.

Bandeira ressaltou que o diferencial do presidente em querer seguir uma escolha mais técnica dos nomes para os ministérios, ao invés de traçar um diálogo com os partidos políticos, poderá impactar na relação com o Congresso. "Isso pode gerar fragilidade porque os acordos no Congresso ocorrem por meio dos partidos, e a gente pode ter um possível conflito na gestão do governo quando isso vier acontecer", declarou.

O analista defende que ainda há apenas um "desenho" de como será o futuro governo. "Faltam cargos importantes a serem indicados, de fato será um governo mais enxuto mas ele não governa sozinho, e há uma perspectiva dele conversar em relação algum tipo de coalizão", analisou.

Economia

Sobre o rumo da economia, Fábio Lobato alegou que o economista Paulo Guedes, futuro ministro de Bolsonaro, tem demonstrado bastante entendimento sobre o assunto mas, explicou que o governo terá dificuldades em conter os gastos públicos, especialmente agora com a sanção do reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

"O aumento do STF tem um efeito cascata e impactará diretamente nas contas estaduais e municipais, pois os servidores que ganhavam o teto vão ter a possibilidade de ganhar mais. Esse é um problemão que o Bolsonaro e Paulo Guedes vão enfrentar em 2019".

Ontem, Bolsonaro anunciou mais um nome da futura equipe. Tarcísio Gomes de Freitas, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (Dnit), comandará o Ministério da Infraestrutura, responsável pelo setor de transporte.

Fonte: Diário do Nordeste
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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Trump e Bolsonaro declaram guerra a grupos terroristas e narcotraficantes

John Bolton, o assessor presidencial dos Estados Unidos para assuntos de segurança nacional, assistente pessoal de Trump, chega no Brasil na próxima quinta-feira (29) para visitar o presidente eleito Jair Bolsonaro. O encontro ocorrerá no Rio de Janeiro.

Segundo fontes do Terça Livre, o assunto principal será a Venezuela e ações para combater as violações dos direitos humanos cometidos pelo regime socialista de Maduro.

Outros assuntos que devem ser abordados giram em torno do narcotráfico e a atuação que envolve lavagem de dinheiro na tríplice fronteira do Brasil organizado por grupos terroristas como Hamas e Hezbollah.

O combate às ações de grupos terroristas e narcotraficantes é uma meta antiga da Casa Branca na tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, mas nunca houve vontade política dos governos do PT e PSDB para combater tais ações.

A expectativa da Casa Branca é retomar o diálogo com o futuro governo Bolsonaro na esperança de desarticular parte dessa estrutura criminosa.

Segundo especialistas da área, acreditá-se que a tríplice fronteira movimente 20% (1/5) dos recursos que financiam grupos terroristas e narcotraficantes da América Latina e Oriente Médio.

Mário Oliveira
Redação Terça Livre
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MPF denuncia ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro

Caso envolve suposto tráfico de influência com Guiné Equatorial

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por lavagem de dinheiro. Também foi alvo da denúncia o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, acusado ainda de tráfico de influência. Segundo os procuradores da Operação Lava Jato, Lula recebeu R$ 1 milhão do empresário, através de uma doação para seu instituto, para influenciar as decisões do governante da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, em favor do grupo brasileiro.

A denúncia está baseada em trocas e-mails envolvendo o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula Miguel Jorge, a diretora do Instituto Lula, Clara Ant, além de Giannetti Geo. As provas foram recolhidas durante a busca e apreensão realizada na sede do instituto durante a Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato, em março de 2016.

Mensagens
Em um e-mail de 5 de outubro de 2011, Miguel Jorge escreveu para Clara Ant dizendo que Lula tinha interesse em conversar com Geo sobre os empreendimentos na Guiné Equatorial e que o empresário estava disposto a fazer uma “contribuição financeira bastante importante”. O empresário seria mais tarde o portador de cartas trocadas entre Lula e Obiang, que governa o país desde 1979.

Na mensagem enviada pelo ex-presidente brasileiro em maio de 2012, a ARG é mencionada como “empresa que já desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”. Lula diz ainda, no mesmo texto, que acreditava que o país africano passaria a fazer parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). De acordo com o MPF, Obiang havia pedido a Lula para que falasse com a então presidente Dilma Rousseff para facilitar a inclusão da Guiné na CPLP.

Em junho de 2016, a AGR fez uma doação de R$ 1 milhão ao Instituto Lula. Segundo os procuradores, foi o pagamento ao ex-presidente por ter usado sua influência para obter vantagens para o grupo empresarial. Como Lula, tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu. No entanto, o registro como doação é, na denúncia do MPF, uma forma de dissimular o recebimento de recursos de origem ilegal, configurando assim lavagem de dinheiro.

Defesa
Em nota divulgada ontem (26), o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, classificou a denúncia como “continuidade a uma perseguição política”. De acordo com o defensor do ex-presidente, não existem elementos que demonstrem que Lula tenha cometido qualquer ilegalidade.

“A acusação foi construída com base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada pelo ex-Presidente Lula, que sequer teve a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento sobre a versão da denúncia antes do espetáculo que mais uma vez acompanha uma iniciativa do Ministério Público – aniquilando as garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal”, diz o comunicado.

O advogado disse ainda que espera que a Justiça rejeite a denúncia.

Fonte: EBC
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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Presidente eleito promete fechar equipe de governo nesta semana

Jair Bolsonaro retorna a Brasília na terça-feira para acertar os últimos nomes de ministros

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pretende anunciar todo o ministério do futuro governo até a próxima sexta-feira. Nomes para Pastas importantes, como as da área de infraestrutura, ainda estão abertas.

"Os nomes que aparecem têm que estudar. Espero até o final do mês estar resolvida essa questão dos ministérios".

Ele disse que procura pessoas independentes, isentas, honestas e que pensem no Brasil, "e não em agremiações partidárias". O presidente eleito irá a Brasília amanhã (27), onde ficará até quarta, em agenda ainda não definida. "A política não é matemática".

Congresso

Bolsonaro mandou um recado ao Congresso ao abordar votações importantes de sua gestão. "As votações importantes não são para o presidente, nem para o Parlamento. São para o Brasil. Vai da consciência de cada um. O que nós decidimos desde que comecei minha campanha, há quatro anos, é que faria uma política diferente. Se vai dar certo, espero que sim. Mas fazer a mesma política vai dar errado".

O presidente comentou o adiamento da cirurgia que retirará a bolsa de colostomia usada por ele desde que sofreu um atentado à faca em Juiz de Fora, em setembro. O procedimento só deve ocorrer no dia 20 de janeiro. "Estou chateado, mas não posso forçar a barra. Se fizer a cirurgia hoje poderia ter que refazer a colostomia", lamentou.

Bolsonaro foi, ontem, à Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no Rio, onde participou do 10° Encontro do Calção Preto, que reúne antigos e atuais comandantes, professores e alunos.

Médicos

Ontem, Bolsonaro rejeitou a proposta de criar uma espécie de Revalida para médicos formados no Brasil. A ideia foi dada por seu futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), em entrevista.

Segundo o presidente, a ideia do futuro ministro pode ter consequências parecidas com as do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), obrigatório para que bacharéis em Direito possam atuar como advogados. A prova tem índices altos de reprovação. "Sou contra Revalida para médicos brasileiros, está ok? Ele (Mandetta) está sugerindo um Revalida até com uma certa periodicidade. Sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB. Nós não podemos formar jovens no Brasil, cinco anos no caso da advocacia, e depois submetê-los a serem boys de luxo nos escritórios de advocacia", disse.

Já Mandetta defendeu a avaliação de médicos brasileiros e disse que o governo deveria encaminhar uma proposta ao Congresso sobre o tema. "A gente tem que ir para a certificação das faculdades e ter um nível mínimo de formação dos nossos profissionais. Inclusive, se o médico brasileiro é formado nos EUA, na Bolívia, na Argentina ou na Coreia do Sul, ele faz a mesma prova. Eu não tenho por que cobrar conhecimento diferente do médico brasileiro e do de fora", disse o futuro ministro.

Fonte: Diário do Nordeste
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Os planos de Camilo para a área da segurança no CE

A etapa mais tranquila do segundo mandato de Camilo Santana, com certeza, foi sua reeleição. Passada a euforia da vitória, o que se verá agora é um governo confrontado por todos os lados e que necessitará de muita sagacidade para atravessar os próximos quatro anos. Além disso, a gestão Camilo 2.0 conta com um desafio extra por não ser alinhada politicamente ao Governo Federal. Nessas circunstâncias, qual caminho deverá ser tomado na área da segurança pública, tema estratégico do governo Bolsonaro? 

A coluna esboça alguns cenários e possibilidades a seguir:

O "Plano Witzel"

Trata-se da aposta mais radical no campo da segurança pública, com vistas a atender ao segmento da sociedade que acredita piamente na máxima simplista "bandido bom é bandido morto". Logo após ser eleito governador do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson Witzel mostrou seu cartão de visitas ao afirmar que atiradores de elites da Polícia irão "abater" criminosos que estiverem portando fuzis.

O anúncio da medida causou polêmica e indignação. Além de afrontar as legislações brasileiras e internacionais sobre o uso da força estatal, tal iniciativa não afeta a estrutura do crime organizado. Os chefes e barões do tráfico não estão na linha de frente com os fuzis. Quem ocupa essa função são os "soldados", pessoas que podem facilmente ser substituídas no caso de serem "abatidas". Muito pouco é falado sobre ações que atinjam lideranças criminais, empresários e agentes da lei coniventes com atividades criminosas, ou seja, aqueles que mantêm a espinha dorsal do Crime em pé.

Além disso, a Polícia do Rio de Janeiro já é bastante letal. Uma iniciativa do tipo só alimentaria ainda mais a espiral de violência no Estado. Seguir o "Plano Witzel" pode causar uma sensação inicial de que o governador não é "frouxo" perante ao crime, mas o preço pago pelas consequências sociais e humanitárias virão com o tempo. E ele é muito alto.

O "Plano Moro".

A união entre os ministérios da Justiça e da Segurança Pública pode ter reflexos na organização do governo. As duas secretarias podem ser fundidas como parte da reforma administrativa que se avizinha. Quando levamos em consideração que a cabeça e o corpo do crime organizado no Ceará estão nas prisões, a maior integração entre as secretarias poderia tornar a ação estatal contra as facções mais eficaz.

Escolhido para assumir o ministério, o também ex-juiz federal Sergio Moro afirmou que pretende criar "uma espécie de Plano Real [que combateu a hiperinflação] contra a alta criminalidade". Dentre as medidas estão a proibição da progressão de regime para presos vinculados a organizações criminosas e a regulamentação de ações de infiltração policial. São propostas relativamente simples e pouco inovadoras que devem passar pela apreciação do Congresso em fevereiro, mas que não chegam a constituir um plano de segurança ainda.

O "Plano Izolda".

Ações de inteligência e investigação criminal têm forte impacto na redução da criminalidade, mas é preciso atuar sobre as causas estruturais que levam milhares de crianças, adolescentes e jovens a ingressarem no mundo do crime. Assim como teremos uma segunda versão da gestão Camilo, o momento é bastante propício para que tenhamos também um Ceará Pacífico 2.0. Por causa da escassez de recursos, o modelo atual talvez não possa ser replicado. É onde entram em jogo a criatividade e a participação social.O primeiro passo seria a organização de conferências estaduais de segurança que tenham o objetivo de avaliar o que foi feito nesses quatro anos e propor melhorias.

O grau de interesse e conhecimento dos movimentos sociais, coletivos e entidades aumentou sobremaneira. Sozinho, o Estado não vai vencer o braço de ferro que mantém com o crime organizado. A sociedade civil tem de ser provocada a se tornar uma aliada nessa luta.

Potencializar as iniciativas existentes e propor respostas preventivas à criminalidade são resultados que podem ser obtidos por meio dessa parceria. Com sua experiência na área da Educação, a vice-governadora Izolda Cela é peça-chave na formatação e condução desse novo modelo de segurança pública no Ceará.

Fonte: O Povo
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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Lula leva mais um NÃO da Justiça

O desembargador Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ouvido novamente ouvido na ação penal sobre o terreno para construção da sede do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

O novo pedido de depoimento foi feito pela defesa após o juiz Sérgio Moro aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça e o processo ficar sob a condução da juíza Gabriela Hardt.

Ao julgar o caso, o magistrado entendeu que a decisão da juíza está fundamentada e que não há nenhuma ilegalidade.

A defesa de Lula sustenta que as alegações do Ministério Público Federal (MPF) “reforçam a perseguição política imposta ao ex-presidente sem que ele tenha praticado qualquer crime ou recebido qualquer benefício”.

Fonte: EBC
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Luta por produtos na véspera da Black Friday em Fortaleza


Produtos eletrônicos têm a maior procura entre clientes


A quinta-feira, 22, que antecedeu a Black Friday e a madrugada desta sexta-feira, 23, já têm estabelecimentos lkotados e corrida por produtos em Fortaleza. Na loja do supermercado Extra no shopping Iguatemi, as pessoas tinham de se empenhar para conseguir alguns dos produtos mais procurados. Havia pessoas com carrinhos de compras cheios e muitas filas. Entre as promoções que chamam mais atenção, TVs, ventiladores e liquidificadores. Promoções da rede seguem até às 23h59min desta sexta-feira, 23. Eletrônicos são os produtos de maior procura entre clientes.

Fonte: O Povo
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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Grupo de combate à corrupção

A nomeação do juiz federal Sergio Moro como coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental está publicada no Diário Oficial da União de hoje (20), seção 2, página 2.

Ontem (19), foi publicada a exoneração - a pedido - de Moro, que, depois de 22 anos de magistratura, decidiu aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, que será ampliado.

A disposição de Bolsonaro é que Moro coordene ações de combate à corrupção e ao crime organizado, para tanto o Ministério da Justiça deverá incorporar a Secretaria de Segurança Pública e parte das atribuições da Controladoria-Geral da União e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Moro disse ontem que pode anunciar ainda esta semana o nome do novo diretor-geral da Polícia Federal.

Ele pretende se reunir com os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e da Segurança Pública, Raul Jungmann, para tratar do assunto.

Fonte: EBC
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Votação de flexibilização da Lei de Ficha Limpa

Inelegibilidade seria menor em casos de abuso de poder econômico
Alguns senadores tentaram aprovar ontem (19), em regime de urgência, o projeto que flexibiliza a Lei da Ficha Limpa. No entanto, o esforço esbarrou na resistência de parlamentares que discordavam da urgência e da possibilidade de reduzir o período de inelegibilidade para políticos condenados por abuso de poder econômico pela Justiça Eleitoral antes de 2010.

Em meio a polêmicas, a discussão e votação ficaram para a amanhã (20).

Com a urgência, o projeto tem prioridade e passa na frente de outros para ser votado. O projeto que altera a Lei da Ficha Limpa foi proposto pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC) e já está na pauta da sessão desta terça-feira (20).

Para impedir que o assunto seja novamente discutido, são necessárias 41 assinaturas dos 81 parlamentares. O senador José Reguffe (sem partido-DF) passou parte do dia recolhendo assinaturas dos colegas. “Há uma decisão do Supremo [Tribunal Federal], já tomada, que não deve ser alterada por esta Casa, na minha opinião. Portanto, sou contra esse projeto“, afirmou Reguffe.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que não havia necessidade de urgência para a proposta. Para ela, as mudanças na proposta fragilizam a Lei da Ficha Limpa. Segundo Ana Amélia, há risco de retrocesso. A senadora lembrou que a Lei da Ficha Limpa nasceu “como ação popular” e que tal iniciativa tem de ser respeitada.

Proposta
A proposta (PLS 396/2017) do senador Dalírio Beber determina que as penas previstas na lei só podem ser aplicadas a casos de condenação após a entrada da norma em vigor, em junho de 2010.

O texto foi apresentado em outubro de 2017, pouco depois de o Supremo Tribunal Federal dizer que os condenados que cumpriram os três anos de inelegibilidade poderiam disputar as eleições. Porém, pela decisão da Suprema Corte, os sentenciados deveriam cumprir oito anos de inelegibilidade.

Ao sugerir as alterações na Lei da Ficha Limpa, o senador justificou que a punição de oito anos “penaliza” a cidadania. “Um tal aumento configura, de modo inequívoco, um claro exemplo de retroatividade de lei nova para conferir efeitos mais gravosos a fatos já consumados.”

O projeto ainda precisa de parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que deve ser dado em plenário.

Fonte: EBC
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domingo, 18 de novembro de 2018

Mansueto Almeida, cearense da equipe de Temer que fará parte do governo de Bolsonaro

O economista Mansueto Facundo de Almeida Júnior foi indicado para permanecer no cargo de Secretário do Tesouro Nacional, que ocupa desde abril de 2018. A informação é da Agência Brasil e foi confirmada na tarde da última quinta-feira, 15. 

O especialista em Finanças Públicas é graduado em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e nasceu na capital cearense, em 1967. Ele chegou ao Governo Federal com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a nomeação de Henrique Meirelles (MDB) como ministro da Fazenda.

Paulo Guedes, futuro "superministro" da Economia de Jair Bolsonaro, já elogiou publicamente o trabalho de Mansueto, por quem tem "ótima impressão" em virtude ao seu "espírito público e conhecimento técnico". Para ele, o setor público brasileiro dispõe de um quadro de profissionais capazes de fazer as reformas que o País precisa para retomar o crescimento da economia, que ainda sofre os efeitos da crise.

Mansueto é técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foi coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda, entre 1995 e 1997; assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal, de 2005 a 2006. De 2014 a 2016 foi consultor privado.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor de economia do Insper Otto Nogami disse que a decisão de manter Mansueto na secretaria do Tesouro Nacional é uma sinalização de continuidade e que a nova equipe deverá adotar medidas menos intervencionistas do que a anterior. 

No início do mês, Mansueto elogiou a equipe à Agência e disse que estão comprometidos em, por exemplo, alterar as regras da Previdência. “Eu acho que o governo novo está muito comprometido em aprovar a reforma da Previdência. Tenho muitos amigos aí, funcionários públicos muito competentes, uma equipe muito comprometida com o ajuste fiscal, que quer fazer avaliação de gasto público, que quer fazer o ajuste fiscal cortando a despesa, não com (elevação da) carga tributária”, disse o secretário do Tesouro.

Além disso, o secretário afirmou que "agora é um ótimo momento para investir no Brasil". Isto por conta das perspectivas do País para os próximos anos, sobretudo com aprovação de reformas fiscais, com destaque para a relativa à Previdência Social, e privatizações de estatais, bem como de avanço de projetos de infraestrutura. 

Almeida acredita que a aprovação pelo Congresso do projeto que tornará o Banco Central independente será "um passo importante" para o fortalecimento das instituições públicas no Brasil. "Contudo, hoje o BC já tem total independência e dispõe de uma direção excelente."

O economista é o primeiro cearense escalado para ocupar cargo no futuro governo de Jair Bolsonaro. Paulo Guedes já indicou outros dois para ocupar os chamados Cargos Especiais de Transição Governamental. O especialista em Energia, Luciano Irineu de Castro Filho, natural de Fortaleza, e o economista Waldery Rodrigues Júnior, de Missão Velha, estão entres os 27 nomes publicados no Diário Oficial da União, mas ainda sem confirmação. 

Fonte: O povo
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